tenho medo!
Ontem não foi muito meu dia, sabe?
Começou na madrugada de sábado para domingo. Acordei meu namorado antes das duas da manhã porque ouvi um barulho qualquer e tive a sensação de que tinha alguém no apartamento.
- Alarme falso.

Um detalhe sobre meus hábitos noturnos: eu raramente durmo de costas para a porta do recinto. Só quando estou muito tranqüila (o que é raro) isso acontece. Não sei de onde tirei isso, mas fica aquela sensação de: nada pior do que ser atacada no meio da noite pelas costas… (paranóia mandou oi!)

Voltando: mais tarde sonhava que estava naquele mesmo quarto, dormindo no mesmo lugar, então – no sonho – abri os olhos e vi um sujeito de pé na frente da porta da cozinha, me olhando. Ainda no sonho, me joguei pro lado do meu namorado para tentar acordá-lo e cuidando para não ficar de costas para a figura e em segundos acordei estapeando o coitado!

Claro que da manhã seguinte até depois do almoço isso rendeu 176625 piadas por parte dele por ter sido ‘agredido gratuitamente no meio da madrugada’. Mas contei a ele que poderia ter sido muito pior: eu podia ter acordado aos berros, filme de terror style. Psycho style.

Pois é, aconteceu com uma certa freqüência numa época, quando ainda morava com meus pais e dividia o quarto com minha irmã. Morávamos num sobrado antigo, e eu não era pequena não, já estava na faculdade. Só que naqueles episódios eu nunca lembrava dos sonhos que me faziam acordar daquele jeito.

E na casa do meu namorado, não foi a primeira vez que me peguei acordando num sonho e dando de cara com alguém me olhando. Meses atrás sonhei coisa parecida, a diferença foi que o sujeito – diferente fisicamente desse de ontem – estava sentado e bem mais perto de mim.

Sempre tive vontade de procurar uma dessas clínicas do sono, porque eu realmente tenho problemas com freqüência de sono: se me deixar, durmo 10, 12 horas e ainda acordo cansada. Mesmo dormindo cedo se não houver um despertador ou alguém para me tirar da cama, eu durmo demais. Não sei se esses pesadelos têm a ver com isso, ou se só Freud explica…

Fato: sou um ser que se impressiona com temas paranormais. (tenho medo mesmo!) Isso é no mínimo irônico porque no meu trabalho ‘eu vejo gente morta, o tempo todo’ e não tenho – nem nunca tive -  problema nenhum com isso. Não tenho problemas em ir a velórios nem nada do tipo. Quando acontece na minha família eu preciso ir, do contrário não consigo fechar o ciclo dos ritos funerários. No sobrado onde morei minha avó dizia que já tinha visto ‘coisas’. Meu avô contou que quando o pai dele faleceu, ele disse tê-lo visto perto dele enquanto ele dormia, como se tivesse ido até ali para se despedir.

Até hoje não tive coragem de ver Poltergheist só por ter lido na contracapa da fita VHS (anos 80, baby!) que a protagonista havia morrido pouco depois das filmagens do último filme (nessa época eu era uma guriazinha de 8 anos que adorava ver filmes de terror). Paranormal Activity é outro (fiz a cagada de assistir ao trailer. PRA QUÊ?). E vocês não imaginam o verdadeiro show de borra-calças que foi ver O Grito (destaque especial para o momento em que uma vítima x, com medo, se cobriu até a cabeça com o edredom… e CRÉU! o bicho tava lá embaixo… tips, quando era mais jovem sempre que tinha medo fazia isso, e me sentia segura… depois disso segurança morreu pra vida, né?)

Alguém mais entende meu drama? :p